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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vovó

Ela gostava de chuva,
pequenas gotas brilhando
naquela pele enrugadinha...

Era vaidosa como ela só,
de batom, perfume e unha feita.

A Roupinha Branca,
os "causos" do seu tempo...
Abominações ao Beijo na Boca
e aos shampoos tonalizantes.

Amável, engraçada, carinhosa,
pensava em você, em mim, no outro,
e depois nela.

Os joelhos pregados na frente da TV,
com a agua benta e seu tercinho do Vaticano.

Aquela velhinha era custosa, teimosa,
e nos amou intensamente.

Nós, ficamos aqui.
Sorrindo ao lembrar de nossos momentos.

Hoje agradecemos e oramos por ti,
siga seu caminho,
e daí de cima,
continue cuidando de nós.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

100-noção




Postagem numero 100...
mas o que são numeros, eles nos controlam, nos perseguem.
É idade, relógio, peso, dias...

Ai, infinito!

Podemos transformar o 100 em palavra... Tirar o peso dos numeros...

Hoje to ouvindo Oswaldo Montenegro... poesias transformadas em musicas.
Musicas sobre tudo, sobre as pessoas, sobre a essencia.

Inspiração? É, realmente estou sem...
Mas as musicas, ahh, elas entram nos ouvidos e dominam a alma...

Fico rindo pra todos, fico feliz, contente.

Devia falar sobre coisas bonitas, falar "perfeito", mas não quero.
Hoje não galera.
Hoje eu to mais pra lá.
Hoje quero lembrar de coisas, rir sozinha, curtir a noite, ver gente!

Sabe quando a gente ranca a casquinha da ferida?
Pois eh...
Não faz sentido algum neh?
Mas é assim que me sinto...
como se tivesse feito isso...

Sabia que a Rita Lee tinha uma caixinha onde guardava as casquinhas de suas feridas quando criança?
Pra que né?
Casquinhas são passado, nos lembram algo dolorido...
Guardar não é bom...
tem que deixar a pele nova nascer, deixar que o corpo molde novamente.

A gente guarda cheiros, lugares, pessoas...
Mas tem coisas que temos que renovar... feridas, por exemplo... sempre existirao novas.

Contente-se!

Ai, daqui uns dias vou rir mto desse texto sem-noção!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Fome




Eu sou do tipo contida...
menos nas palavras escritas, que muitas vezes não fazem nenhum sentido.

Não me sinto incompleta, me sinto perdida... como se estivesse me revirando na cama, sem sono, sensação de ter deixado algo passar.

Eu não me orgulho dos meus dilemas, assuntos mal resolvidos...
Fantasmas que me atormentam e cochicham nos meus ouvidos palavras bregas e cançoes de outro tempo.

Mudei de diversas formas, mas as vezes me sinto igual...
Aquela menina louca, sorridente, insegura e viva.
Entenda que não sou infeliz agora, muito pelo contrário...
Hoje me sinto madura, segura, (velha)...rsss
Captei cada sentimento, dei oportunidades, tive oportunidades.
Vivi intensamente, fiz loucuras, me apaixonei (varias vezes), sofri, chorei,
e construí o meu castelo.
Castelo de cartas marcadas, seladas.

Olhe no fundo dos meus olhos, e verá...

Vi uma frase que diz... "Um pouquinho a mais de fome deixa a comida mais saborosa..."

Pense nisso.